O partido ANAMOLA subiu o tom e lançou um duro alerta ao país: gestores públicos que desviaram fundos destinados à prevenção de desastres naturais devem ser responsabilizados criminalmente. A posição foi tornada pública pelo presidente do partido, Venâncio Mondlane, durante uma transmissão em directo (live) realizada nesta quinta-feira, 15 de Janeiro de 2026, na sua página oficial do Facebook.

Na sua intervenção, Venâncio Mondlane denunciou o que classificou como apropriação criminosa de recursos públicos que deveriam proteger populações vulneráveis contra ciclones, cheias e outros desastres naturais. Para o líder da ANAMOLA, o desvio destes fundos não é apenas um acto de corrupção, mas uma agressão directa à vida e à dignidade dos cidadãos, sobretudo dos mais pobres.

Além da exigência de responsabilização criminal, o dirigente criticou duramente a elevada carga fiscal imposta às pequenas e médias empresas (PME). Segundo Mondlane, estas empresas — que considera o verdadeiro motor da economia nacional — estão a ser sufocadas por impostos excessivos, enquanto gestores corruptos permanecem impunes.

“O Estado persegue quem produz e protege quem rouba”, denunciou, acrescentando que não haverá desenvolvimento económico sem-justiça fiscal e sem combate sério à corrupção.

A ANAMOLA defende que o país precisa de uma ruptura com a impunidade, exigindo investigações independentes, julgamentos transparentes e punições exemplares para todos os envolvidos no desvio de fundos públicos, especialmente aqueles destinados à prevenção e resposta a desastres naturais.

Fonte: Declarações de Venâncio Mondlane durante live na sua página do Facebook
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