Namacurra viveu, no dia 14 de Janeiro de 2026, um momento que pode marcar um novo rumo na governação local. O Fórum das Associações da Sociedade Civil de Namacurra (FASCIN) reuniu-se com o Chefe do Posto Administrativo de Namacurra Sede, Beldio Ernesto, num encontro que colocou o diálogo, a escuta activa e a participação cidadã no centro das decisões públicas.
A iniciativa partiu do próprio Governo do Posto Administrativo, num gesto político raro e significativo: antes de avançar para o terreno, escolheu ouvir a sociedade civil organizada. Um sinal claro de abertura, humildade institucional e compromisso com uma liderança moderna, inclusiva e responsável. No encontro participaram quatro membros da Direcção do FASCIN e um mobilizador da Fundação MASC, reforçando a articulação entre actores locais e provinciais em prol do desenvolvimento comunitário.
Durante a conversa, ficou evidente que o desenvolvimento não se constrói de forma isolada. Foi defendida a necessidade de uma relação assente na confiança, no respeito mútuo e na cooperação permanente entre o Governo e as associações da sociedade civil. O Chefe do Posto Administrativo, Beldio Ernesto, reconheceu de forma directa que o Governo não consegue responder sozinho a todos os desafios e que o papel do FASCIN é crucial no apoio às comunidades e aos líderes comunitários, frequentemente excluídos dos processos de tomada de decisão.
O momento mais simbólico do encontro ficou marcado por uma mensagem simples, mas poderosa:
“Vamos nos considerar amigos e líderes para trabalhar em conjunto.”
Uma declaração que traduz a vontade de aproximar o poder público do povo e de construir parcerias reais, e não apenas discursos.
O FASCIN saudou a iniciativa governamental, sublinhando que ouvir antes de agir é um acto de boa governação. O Fórum reafirmou a sua defesa de princípios fundamentais para um desenvolvimento sustentável e justo, como a transparência, a partilha de informação, a planificação conjunta, a inclusão nas oportunidades, a participação activa e o envolvimento da sociedade civil na monitoria das acções governativas.
Num contexto em que muitas comunidades continuam à margem das decisões que afectam as suas vidas, este encontro surge como um sinal de esperança e um chamado à acção: governar com o povo, e não para o povo.
Fonte: Publicação do FASCIN no Facebook
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